8/24/2011

devido ao tour...

meus
leitores
posso
não...

suando
um certo sangue
mordendo uma certa carne

retorno ao anoitecer.

8/16/2011

a escrivaninha

os livros empilhados
um certo pó de passado sobre as folhas escritas
pontas de lápis dançando aos pés das canetas
envelopes de segredos numéricos
o tampo negro opaco liso
um feixe de luz solar que bate no aparelho
fios em completa confusão
recados que não tem mais o que dizer

e na beirada frontal do tampo
tua boceta úmida e aberta...




8/10/2011

8/09/2011

hoje sou mais estranho que amanhã
a nuvem de fuligem preta
dança dança dança
por sobre o ar quente do fim de tarde
pousa pousa pousa
no rosto da criança feia
suja suja suja
as estradas de poeira
cheira cheira cheira
a folhas de preto carvão

e a lua bate nas canas que esperam virar pinga

repousa em mim
tua boca em beijo
flor doce de jasmim

8/01/2011

?

o que fazer quando não se pertence mais ao lugar que nasceu
perguntando-se se ali reside um reflexo que deixou de ser seu

a planta que se nega a dar flor
e o canto do pássaro que desafina em desamor

oceanos ainda são um certo caminho
por alguns instantes
me perdi nos sonhos dessa
estranha noite fria
mas logo retornei ao teu colo
em forma de nuvens

7/27/2011

dedicatória

porque sem você a vida estaria gasta
sem graça
uma torrente de imperfeições
impregnando as horas...

porque sem você seria um saco
delicadamente ornado
em pele de rato

porque sem tua presença
fica uma sensação de ausência
maior que a nossa distância...

TRANSITIVOS

7/22/2011

TRANSITIVOS

8 escritores lançam livro baseado no conteúdo de seus blogs. Juliana Amaral te manda umas Cartas Ridículas, O Márcio Dal Rio é muito Improvável Balada, Maria Carolina Costa Coutinho só no Eterno Retorno, Maria Eugênia sangra o Correio Maratimba, Marcio Yonamine mostra sua Casa Invisível, Morte ao Superego da Clara Lobo, Adriane Bertini nos gruda nO Percurso do Caracol e o Humberto Pio duro na Memorabilia.

Os desenhos mágicos são dAdalgisa Campos e o prefácio do clustero, poeta, Pedro Marques.

O nono autor, deste blog, é um excretor.

7/21/2011

nosso ponto de encontro
é sempre uma piada

esquina mansa
que não passa nem enxurrada

poemeto

das duas uma
beijo as três
que estão de 4

cinco pras seis
eu pinto o sete
molho o biscoito
noves fora dez.

7/20/2011

taste of honey

you make me feel like young again

sparkling stars in your eyes

gypsy smile that make me die

telling me you need my hand

rumbling your name again...

7/17/2011

minhas plantas me
conhecem
sou a distração
o bombeiro que as salva

até me dizem
que não sou flor que se cheire...

deve ser ciúme!

7/04/2011

enlace


por sobre relva morna e distraída
os corpos dizem se entender

desvelam as amarras do prazer
revelando tão doce e curta vida

só não pode e nem deve mais conter
o gozo, amante do riso e da ferida

diante da nudez da carne, da carícia
o desejo voluptuoso de morrer.

sex teto

ainda aguardo tua mordida
nunca se afaste tanto que não possa
deleite encontrar em meu leite
roçar tuas tetas róseas e
entrar até o fim,
ahhhh!

a visitante ilustre

lá longe
debaixo de um céu imprevisto
de primeiro verão

a menina,
nova aliança
revigorada em saliva proibida,

dança, dança, dança...

preparo minha surpresa doce
que ao futuro encontro
reserva-te a mais bela mudança.

4/15/2011

truque

balada forte na goma

chap chap chap

só meu, nossa cara

os truta nervoso no esquema

as breja num gela direito

tirinho no escuro do quarto

as mina abandonada no sofá

4/14/2011

xanadu

lá em Miami
num hotel verde limão
experimento
o gosto de teu cu

margerita derrama
nos joelhos
xanadu me chama
xanadu me chama

o calçadão é pink
cabelos O2
pneu de bicicleta no saco

xanadu me chama
patins de quatro
rodinhas
de crianças feias

de carabina na boca
você gargalha no cano
pauzão de ferro na goela

xanadu me chama
xanadu me chama

o sol porção de areia
some
deslacro mais uma garrafa de tequila

4/12/2011

aguardo com muita saliva nos beiços esse inverno que judia.
winter
no
frio...

4/11/2011

primeira chuva
perfume
de telhado
vento na toalha
a tarde
de leve se espalha

virtual insanity

at least you´re here
never complain
amuse my night & day
trick me out with your bugs

can I lick you?
should we travel somewhere sandy
and roll over months of closeness

be my placebo tonight
make my cream flow
over your hostage screen

violência

acordar todos os dias
sentar em frente aos números
pedir favores a desconhecidos
comer aquele amontoado de toxinas
esfregar-se na fila do marasmo

atirar-me ao planeta
abandonar-me na cadeira mais velha da casa

finalmente cercar o desejo e raptá-lo

4/08/2011

boca de cabelo
sereia
amarrada no mastro

maré baixa

dessa vida só se pode levar o vazio e a memória, o nosso mais profundo e vasto tesouro - incógnita cristalina - nada se sabe. melhor avisar às mães que haverão riscos. atirar-se ao mundo e aos solavancos da estrada sem a preocupação do destino. quando teremos coragem para tal simplicidade? atirar-se na vida. quem é que aposta nessa jogada ainda?

2/07/2011

a tua boca rosa
belisco

algodão
açucar mascavo

beiço de anjo
rasgando o final da tarde

domingo desgrama
qualquer homem direito

1/31/2011

menina
se desejas comprar meu coração
com essa moeda barata
desista
então
é mais fácil bater na minha cara
desatar uma canção
amarrar um fogo de tarde
pra iluminar minha escuridão.

12/20/2010

A múmia

apareceu na sala de aula
arame espiralado amarrado no pescoço
turma de moço não perdoa
virou moça branca de giz

recreio dos inocentes

desapareceu na sala de aula
na tela do celular
as 15 mãos desmantelando
o esqueleto do professor de biologia

Short term pass

passe curto
enlameado
de bico no gomo errado
frango taca na rede

corte de viga
assombro no meia lua
canela de vidro
espatifa no verdinho

penalidades
máximas

12/06/2010

LONDRES 1

Becos de luz e batatas
15 mil línguas estranhas
cervejas nos muros das casas
estranhos ninhos de chá
árvores emaranham a névoa
e um frio de cortar 3 orelhas
tijolos de carne recortam
a noite que chega mais cedo
brinco c'copo no dedo
a noite festeja mais cedo.

11/23/2010

arte e hipnose

a verdadeira arte é aquela que te imbeciliza a ponto de você não saber mais quem é.