9/28/2011
ele ou ela
o que será que será que me aliviará a dor de ser ausente e me dará mais um presente que me eternize em sangue e amor e que será que será que me levou ao encontro de você tal ser que depende tanto de mim quanto eu de você e o que será que será que você vai me dizer quando falar e aprender a dizer?
9/25/2011
soluções
não ter mais coisas
andar a pé pra bem longe
ensurdecer na cidade
retirar o pó dos livros e vestir o conforto
ontem não volta e você sabe do custo
reinar não se faz necessário
um não cotidiano é bondade
dar tudo que não se usa
lembrar muito é ainda um peso
os corpos ainda são mais suavidade
fugir das pessoas é a felicidade.
andar a pé pra bem longe
ensurdecer na cidade
retirar o pó dos livros e vestir o conforto
ontem não volta e você sabe do custo
reinar não se faz necessário
um não cotidiano é bondade
dar tudo que não se usa
lembrar muito é ainda um peso
os corpos ainda são mais suavidade
fugir das pessoas é a felicidade.
9/20/2011
mensagem numa garrafa boiando no rio tietê
todos os problemas das pessoas estão nas cabeças das pessoas então não venham encher a minha cabeça com seus recheios dejetos quero mais a cabeça cheia de paisagem de alguma coisa que seja mistura de queijo e goiabada um tanto de dor mistérios e silêncio de mato os problemas vou deixar pra você rechear a cabeça que um dia escorre pelas orelhas...
9/12/2011
Prece
Meu deus misericordioso
se tendes piedade
mate em desenfreados desastres
todos aqueles que promovem o ruído
Meu deus todo poderoso
se tendes esse poder de ser e não ser
elimine através de dolorosa tortura sangrenta
todos aqueles que fazem barulho
Meu deus grandioso
se sois assim tão onipresente
então, por favor, arrebente
todos os homens e mulheres e crianças que me ensurdecem...
se tendes piedade
mate em desenfreados desastres
todos aqueles que promovem o ruído
Meu deus todo poderoso
se tendes esse poder de ser e não ser
elimine através de dolorosa tortura sangrenta
todos aqueles que fazem barulho
Meu deus grandioso
se sois assim tão onipresente
então, por favor, arrebente
todos os homens e mulheres e crianças que me ensurdecem...
os testes chegaram pra me dizer que estou doente
algo me diz que estou doente
os espelhos talvez, as chaves e a corrente elétrica;
todas as vozes que eletrificam a tarde me dizem doente.
os testes dizem o que eu já sabia
querem que eu tome aquele remédio
um saco de risos ao meio dia
engolir a seco dois litros de tédio.
agora que resolvi me instalar nos teus olhos
os testes dizem que eu não devo me interessar...
mais vale a lembrança distante
um certo pó permanente no ar.
algo me diz que estou doente
os espelhos talvez, as chaves e a corrente elétrica;
todas as vozes que eletrificam a tarde me dizem doente.
os testes dizem o que eu já sabia
querem que eu tome aquele remédio
um saco de risos ao meio dia
engolir a seco dois litros de tédio.
agora que resolvi me instalar nos teus olhos
os testes dizem que eu não devo me interessar...
mais vale a lembrança distante
um certo pó permanente no ar.
8/24/2011
devido ao tour...
meus
leitores
posso
não...
suando
um certo sangue
mordendo uma certa carne
retorno ao anoitecer.
leitores
posso
não...
suando
um certo sangue
mordendo uma certa carne
retorno ao anoitecer.
8/16/2011
a escrivaninha
os livros empilhados
um certo pó de passado sobre as folhas escritas
pontas de lápis dançando aos pés das canetas
envelopes de segredos numéricos
o tampo negro opaco liso
um feixe de luz solar que bate no aparelho
fios em completa confusão
recados que não tem mais o que dizer
e na beirada frontal do tampo
tua boceta úmida e aberta...
um certo pó de passado sobre as folhas escritas
pontas de lápis dançando aos pés das canetas
envelopes de segredos numéricos
o tampo negro opaco liso
um feixe de luz solar que bate no aparelho
fios em completa confusão
recados que não tem mais o que dizer
e na beirada frontal do tampo
tua boceta úmida e aberta...
8/10/2011
8/09/2011
8/01/2011
?
o que fazer quando não se pertence mais ao lugar que nasceu
perguntando-se se ali reside um reflexo que deixou de ser seu
a planta que se nega a dar flor
e o canto do pássaro que desafina em desamor
oceanos ainda são um certo caminho
perguntando-se se ali reside um reflexo que deixou de ser seu
a planta que se nega a dar flor
e o canto do pássaro que desafina em desamor
oceanos ainda são um certo caminho
7/27/2011
dedicatória
porque sem você a vida estaria gasta
sem graça
uma torrente de imperfeições
impregnando as horas...
porque sem você seria um saco
delicadamente ornado
em pele de rato
porque sem tua presença
fica uma sensação de ausência
maior que a nossa distância...
sem graça
uma torrente de imperfeições
impregnando as horas...
porque sem você seria um saco
delicadamente ornado
em pele de rato
porque sem tua presença
fica uma sensação de ausência
maior que a nossa distância...
7/22/2011
TRANSITIVOS
8 escritores lançam livro baseado no conteúdo de seus blogs. Juliana Amaral te manda umas Cartas Ridículas, O Márcio Dal Rio é muito Improvável Balada, Maria Carolina Costa Coutinho só no Eterno Retorno, Maria Eugênia sangra o Correio Maratimba, Marcio Yonamine mostra sua Casa Invisível, Morte ao Superego da Clara Lobo, Adriane Bertini nos gruda nO Percurso do Caracol e o Humberto Pio duro na Memorabilia.
Os desenhos mágicos são dAdalgisa Campos e o prefácio do clustero, poeta, Pedro Marques.
O nono autor, deste blog, é um excretor.
Os desenhos mágicos são dAdalgisa Campos e o prefácio do clustero, poeta, Pedro Marques.
O nono autor, deste blog, é um excretor.
7/21/2011
poemeto
das duas uma
beijo as três
que estão de 4
cinco pras seis
eu pinto o sete
molho o biscoito
noves fora dez.
beijo as três
que estão de 4
cinco pras seis
eu pinto o sete
molho o biscoito
noves fora dez.
7/20/2011
taste of honey
you make me feel like young again
sparkling stars in your eyes
gypsy smile that make me die
telling me you need my hand
rumbling your name again...
sparkling stars in your eyes
gypsy smile that make me die
telling me you need my hand
rumbling your name again...
7/17/2011
7/04/2011
enlace
por sobre relva morna e distraída
os corpos dizem se entender
desvelam as amarras do prazer
revelando tão doce e curta vida
só não pode e nem deve mais conter
o gozo, amante do riso e da ferida
diante da nudez da carne, da carícia
o desejo voluptuoso de morrer.
sex teto
ainda aguardo tua mordida
nunca se afaste tanto que não possa
deleite encontrar em meu leite
roçar tuas tetas róseas e
entrar até o fim,
ahhhh!
nunca se afaste tanto que não possa
deleite encontrar em meu leite
roçar tuas tetas róseas e
entrar até o fim,
ahhhh!
a visitante ilustre
lá longe
debaixo de um céu imprevisto
de primeiro verão
a menina,
nova aliança
revigorada em saliva proibida,
dança, dança, dança...
preparo minha surpresa doce
que ao futuro encontro
reserva-te a mais bela mudança.
debaixo de um céu imprevisto
de primeiro verão
a menina,
nova aliança
revigorada em saliva proibida,
dança, dança, dança...
preparo minha surpresa doce
que ao futuro encontro
reserva-te a mais bela mudança.
4/15/2011
truque
balada forte na goma
chap chap chap
só meu, nossa cara
os truta nervoso no esquema
as breja num gela direito
tirinho no escuro do quarto
as mina abandonada no sofá
chap chap chap
só meu, nossa cara
os truta nervoso no esquema
as breja num gela direito
tirinho no escuro do quarto
as mina abandonada no sofá
4/14/2011
xanadu
lá em Miami
num hotel verde limão
experimento
o gosto de teu cu
margerita derrama
nos joelhos
xanadu me chama
xanadu me chama
o calçadão é pink
cabelos O2
pneu de bicicleta no saco
xanadu me chama
patins de quatro
rodinhas
de crianças feias
de carabina na boca
você gargalha no cano
pauzão de ferro na goela
xanadu me chama
xanadu me chama
o sol porção de areia
some
deslacro mais uma garrafa de tequila
num hotel verde limão
experimento
o gosto de teu cu
margerita derrama
nos joelhos
xanadu me chama
xanadu me chama
o calçadão é pink
cabelos O2
pneu de bicicleta no saco
xanadu me chama
patins de quatro
rodinhas
de crianças feias
de carabina na boca
você gargalha no cano
pauzão de ferro na goela
xanadu me chama
xanadu me chama
o sol porção de areia
some
deslacro mais uma garrafa de tequila
4/11/2011
virtual insanity
at least you´re here
never complain
amuse my night & day
trick me out with your bugs
can I lick you?
should we travel somewhere sandy
and roll over months of closeness
be my placebo tonight
make my cream flow
over your hostage screen
never complain
amuse my night & day
trick me out with your bugs
can I lick you?
should we travel somewhere sandy
and roll over months of closeness
be my placebo tonight
make my cream flow
over your hostage screen
violência
acordar todos os dias
sentar em frente aos números
pedir favores a desconhecidos
comer aquele amontoado de toxinas
esfregar-se na fila do marasmo
atirar-me ao planeta
abandonar-me na cadeira mais velha da casa
finalmente cercar o desejo e raptá-lo
sentar em frente aos números
pedir favores a desconhecidos
comer aquele amontoado de toxinas
esfregar-se na fila do marasmo
atirar-me ao planeta
abandonar-me na cadeira mais velha da casa
finalmente cercar o desejo e raptá-lo
4/08/2011
maré baixa
dessa vida só se pode levar o vazio e a memória, o nosso mais profundo e vasto tesouro - incógnita cristalina - nada se sabe. melhor avisar às mães que haverão riscos. atirar-se ao mundo e aos solavancos da estrada sem a preocupação do destino. quando teremos coragem para tal simplicidade? atirar-se na vida. quem é que aposta nessa jogada ainda?
4/05/2011
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